I Festival Nacional de Parapente - Inatel 2005
O I Festival de Nacional de Parapente - Inatel 2005, realizou-se de 14 a 17 de Julho, organizado pelo INATEL(Direcção) conjuntamente com a Wind (Equipa Técnica) , com o apoio de várias entidades entre as quais a Câmara Municipal de Celorico da Beira e a FPVL. A competição e lazer do parapente foi assegurado por uma equipa de instrutores e monitores da WIND - Centro de Actividades de Montanha, que muito se esforçaram para que tudo estivesse pronto a horas para receber os pilotos e acompanhantes. Neste evento contámos com cerca de 130 pilotos inscritos e mais ou menos "identificados" cerca 20 pilotos não inscritos (infelizmente ainda acontece!), e que é de lamentar. Podemos ainda contar com cerca de 20 clubes inscritos.
Todos os dias foram voáveis e apesar das condições meteorológicas não terem sido as mais indicadas, ainda foi possível realizar voos em distância com algumas dezenas de quilómetros.
Decorreu em paralelo várias actividades desportivas e culturais, que enriqueceram este nobre festival de parapente nesta bonita aldeia histórica. Neste evento recheado de actividades, para além da magia do voo que Linhares proporciona, destacou-se ainda outras actividades desportivas, tais como; rappel na parede do castelo, slide, escalada numa parede artificial, jogos tradicionais e perícia de BTT.
Teve lugar ainda os famosos passeios de burro, uma forma de transporte tradicional já muito pouco habitual.
A Exposição fotográfica teve lugar numa das torres do castelo, organizada pelo piloto Manuel Figueiredo, surpreendeu pela arte fotográfica, as fotos expostas revelaram encanto e o prazer que os praticantes de parapente têm ao usufruir do espaço aéreo.
Numa outra torre do castelo, esteve permanentemente a passar vários filmes de parapente à disposição do público em geral.
Foi apresentada pelo piloto Gonçalo Velez uma expedição ao terceiro cume mais alto da terra “Escalada do Kanchengunga – 8568 mt” que partilhou connosco, excelentes fotos da sua aventura.
De salientar as visitas guiadas pelo concelho, onde familiares e amigos dos parapentistas tiveram a oportunidade de visitar os principais pontos de interesse da região.
Realizaram-se dezenas de voos em bilugar. Após a aterragem eram bem visíveis nos rostos dos passageiros a alegria e encanto do seu baptismo de voo.
Houve ainda lugar para a instrução, onde vários pilotos realizaram o exame para nível IV.
Foram realizados diversos ateliers de informações por Nuno Gomes e Andreia Lopes, focando vários temas como meteorologia e espaço aéreo controlado.
A ceia Medieval esteve muito bem organizada, que fez lembrar os tempos dos reis e rainhas. A marcar esta ceia, foi o assinatura do protocolo por várias entidades políticas, de forma a tornar Linhares um centro de actividades de montanha onde o parapente assume um lugar de destaque.
À noite o convívio entre pilotos foi em particular no bar térmicas com a actuação de um excelente trio musical a marcar a animação nocturna.
As pernoitas foram um pouco por todo o lado, desde a casa do parapentista, pensões, parque de campismo que começa a ter excelentes sombras.
No final foram distribuídos os seguintes prémios:
| Maior Permanência |
Maior Ganho de Altitude |
Maior Distância |
| 1º José Saraiva |
1º João Horta |
1º Hermenegildo |
| 2º Jorge Ferreira |
2º Helena Mafalda |
2º Alexandre Monteiro |
| 3º José Cardoso |
3º Daniel Pereira |
3º Ricardo Murilhas |
Piloto mais Velho
Sr. Azevedo
Piloto mais Novo
Filipe Louro
Clube mais representado
Clube de Montanhismo da Arrábida
Na tentativa de estabelecer um recorde de asas no ar, contaram-se cerca de 63 asas, mas devido às condições (vento a diminuir de intensidade), não foi possível aumentar esse número .
Linhares da Beira, afirma-se mais uma vez como a Catedral do Parapente, os seus recursos naturais proporcionam voos para todos os níveis de praticantes da modalidade. É encantador voltar a ver o céu de Linhares colorido com dezenas de asas. Com todo o respeito por outros excelentes locais de voo, Linhares pela sua conjuntura, destaca-se pelas suas potencialidades. É um local místico que merece o apoio e presença de todos nós, de forma a tornarmos o parapente mais enriquecedor em toda a sua plenitude.
Há ainda a salientar, as três enormes descolagens e as duas brilhantes aterragens que tornou este evento sem qualquer registo de acidentes. Houve ainda muitas viaturas de transporte, o que minimizou o tempo de espera para quem queria subir às descolagens. As recolhas dos pilotos que partiram para distância, também foram efectuadas com bastante eficácia.
Parabéns a todos os que lideraram e estiveram presentes neste evento que certamente a sua participação individual, contribuiu para a evolução e dignificação do parapente em Portugal.
Até Breve
Wind Team
nota: um obrigado especial aos pilotos que disponibilizaram as fotos para esta newsletter: Figueiredo(TecnolabDigital), Saraiva e Vitor Nunes
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